A Homossexualidade ao longo da História da Humanidade

A homossexualidade não é de agora, e não é uma moda!!

Ao olharmos para a história da humanidade e dependendo da época ou da cultura, a homossexualidade assim foi admirada ou condenada, e muitas figuras históricas, incluindo Sócrates, Lord Byron, Eduardo II, e Adriano, foram denominadas como homossexuais ou bissexuais.

Civilizações antigas (12000 A.C) da Índia, Egito, Grécia, América têm registros históricos de períodos onde a homossexualidade era retratada em cerâmica, escultura e pinturas, entendendo-se assim que em vários períodos da história, essa orientação sexual era naturalmente aceite em várias civilizações.

Mais tarde (meados do séc. XIX), começaram a surgir teorias de que a homossexualidade seria uma doença mental.  Isso deu origem a vários métodos psiquiátricos de “cura da perversão” como a castração, a terapia de choque ou a lobotomia. Nenhuma dessas técnicas, no entanto, teve o efeito pretendido: a “cura” da homossexualidade.

Sigmund Freud teve um enorme contributo na transformação da ideia de que a homossexualidade não seria uma doença, mas , só a 17 de Maio de 1990 é que a Organização Mundial da Saúde retirou a homossexualidade da lista  internacional de doenças.

Origem da proibição dos relacionamentos homossexuais

Considerando que várias civilizações antigas olhavam com naturalidade para a homossexualidade nas suas culturas, não se torna claro o motivo pelo qual a homossexualidade se tornou proibida no mundo ocidental entre os séculos XV e XX.

Uma das tentativas de explicação remete para um crescimento populacional forçado: aumentar rapidamente o exército de combatentes mongóis a fim de enfrentar o Império da China.  De forma semelhante as leis que proibiam a homossexualidade no ocidente a partir do século XV parecem ter o mesmo propósito: incentivar o crescimento populacional a fim de colonizar as novas terras, recém-descobertas, que serviam os interesses de dominância entre povos.

A homossexualidade em Portugal

A homossexualidade em Portugal no período histórico foi sobretudo dominada pela ideologia cristã da Igreja Católica Apostólica Romana, que caracterizou a sexualidade como um acto exclusivamente destinado à procriação, pelo que todas as outras actividades sexuais eram vistas como pecaminosas e contrárias a Deus, e quem as praticasse seria julgado e condenado à fogueira.

Esta visão moralista da sexualidade manteve-se até finais do século XX, onde houve depois uma descriminalização perante esta orientação sexual, mas que uma grande maioria dos homossexuais preferiu  ainda manter-se “escondido” dos olhos da sociedade.

Actualmente, a sociedade portuguesa tem tentado reduzir a discriminação com base na orientação sexual, – ao nível social, político e legal, onde a homossexualidade é considerada como mais uma variante aceite da sexualidade humana, da esfera íntima e pessoal de cada um.

Em 2010, o casamento entre os casais homossexuais foi legalizado, e a 1 de Março de 2016, foi legislada a permissão de adopção de crianças por casais do mesmo sexo (mas há ainda um longo caminho neste tema, que ficará para uma outra publicação).

Os homossexuais “carregam” em si, o estigma, a perseguição a que durante anos, décadas foram sujeitos. Em que foram vistos como pessoas com um transtorno mental, ou como pecadores que tinham como garantido o seu lugar no Inferno. Que simplesmente por viverem a sua verdade, sem prejuízo a qualquer outra pessoa, eram julgados e condenados à fogueira.

Esta “herança” ainda hoje se sente, e ainda hoje faz com que muitas pessoas com uma orientação sexual diferente daquela |que ainda| é considerada como norma, se sintam desconfortáveis. Que sentem ainda hoje a necessidade de se “esconderem”, de não se mostrarem como verdadeiramente são, a uma sociedade ainda demasiado homofóbica.

A ti, que sentes uma atração física, estética e/ou emocional por outra pessoa do mesmo sexo ou gênero, lembra-te: não há nada de errado contigo.

Cláudia Rodrigues

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