“Sair do Armário” – A Jornada

A expressão “sair do armário” que está associada ao ato de alguém assumir a sua homossexualidade, resulta da junção de 2 expressões.

Nos séculos XIX e XX, “come out” (“sair” ou “revelar-se”) era usado quando as debutantes apresentavam-se à sociedade, em grandes festas, para atrair possíveis maridos. 

A expressão “skeletons in the closet” (“esqueletos no armário”) fazia referência a quem teria um segredo vergonhoso escondido.

Perante a homossexualidade, surgiu assim a expressão “come out of the closet”, “sair do armário, como uma metáfora que era alusiva aos homossexuais que assumiam a sua orientação sexual demonstrando que não tinham nada a esconder.

A “saída do armário” acontece quando a própria pessoa decide revelar à família, amigos, colegas ou quaisquer outros, a sua orientação sexual ou identidade de género.

É processo pessoal, quando se deixa de querer viver na invisibilidade, assumindo a sua verdadeira identidade como pessoa, independentemente das características da sua orientação sexual.

Neste “ritual” de passagem, que não há como voltar atrás, está implícito uma tomada de decisão em que a pessoa pondera varias questões: a existência ou não de riscos que comprometam a sua integridade física ou psicológica, qual a melhor estratégia para se expressar, como manter a sua identidade pessoal, sem que se deixar afetar pela opinião de outros ou pelo estigma social, ganhando a liberdade para agir de acordo com quem verdadeiramente é!

Tal como Gibson Bastos afirma,  “Assumir a homossexualidade é uma atitude que requer não só coragem, mas também consciência sobre as mudanças que essa atitude provoca na vida daquele que resolve tomar essa decisão ,para que se possa enfrentar com determinação, segurança e equilíbrio o preconceito e a homofobia, ainda presentes na nossa sociedade. Num grupo de pessoas homofóbicas, como o nosso, são grandes os desafios a serem enfrentados pelos pais de filhos homossexuais, pelos pais gays, pelos casais gays e pelos filhos de gays, porém todos os obstáculos poderão ser superados quando o respeito e o amor se constituem nos elementos chaves no relacionamento familiar.”

Cláudia Rodrigues
Agência | Estratégia Pessoal
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